Em entrevista ao Big Boy’s Neighborhood, Prince Jackson falou sobre a emoção de ver a história do pai ganhar as telas em Michael, o orgulho pelo legado da família e a recepção do público ao filme. Ele também comentou sobre a participação no desenvolvimento do projeto, as histórias familiares que ajudaram a construir a narrativa e como foi assistir a momentos da vida de Michael que aconteceram antes mesmo de ele nascer. Prince ainda refletiu sobre o luto, o carinho dos fãs e a experiência de ter passado a vida dividindo o pai com o mundo.
Eu tenho orgulho de ser um Jackson. Tenho orgulho de tudo o que a minha família conquistou e de tudo o que o meu pai conquistou. Se estou aqui hoje, é por causa deles. E ver ele sendo celebrado pelo mundo e receber esse amor de forma tão forte, acho sensacional. E assim, a crítica estava apostando contra o filme, mas cá estamos nós no primeiro final de semana e já quebramos recordes. O meu pai era, é e sempre vai ser um homem do povo, e o povo está falando. [...] Eu sinto falta dele todos os dias. Ter um pai presente é algo muito importante e... ele deveria estar aqui para ver o mundo celebrando tudo isso agora. E dói saber que ele não está. Mas encontro bastante conforto no fato de que muita gente perde os pais, só que, quando meu pai morreu, o mundo inteiro parou. Para mim, é claro, o meu mundo também parou. Mas poucas pessoas podem dizer que o mundo inteiro parou junto com elas. Eu tive que dividir meu pai com o mundo inteiro, mas junto com isso veio uma quantidade enorme de amor. E, no fim das contas, isso realmente é uma bênção.
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📄 Orgulho de ser Jackson e o sucesso de “Michael” — deslize para ler ↓
E: Prince, obrigado por vir aqui no Neighborhood, cara.
P: É uma honra estar aqui.
E: E seu nome completo oficialmente é Prince Michael Jackson?
P: Prince Michael Joseph Jackson.
E: Ah, tem Joseph também. Olha só! Mas, cara, antes de qualquer coisa, seja bem-vindo ao Neighborhood. E sabe o que é mais louco, Prince? Parece que eu te conheço a vida inteira, sabe? E esse é o nosso primeiro encontro. Eu conheci o Blanket anos atrás. Ele provavelmente nem vai se lembrar, porque era pequeno. Foi naquela época que eu tive a oportunidade de realmente sentar com seu pai e passar alguns dias e momentos incríveis com ele e tudo mais. Mas como é para você agora, olhando para tudo isso e vendo “Michael” chegar aos cinemas? Como é, sendo filho do Michael, ver sua família sendo retratada e ver o Jaafar fazendo, na minha opinião, um trabalho incrível? Eu estou orgulhoso do filme. Como é isso para você?
P: É uma sensação imensa de orgulho. Tenho orgulho de ser um Jackson. Tenho orgulho de tudo o que minha família conquistou e de tudo o que meu pai conquistou. Eu estou aqui hoje por causa deles. E vê-lo sendo celebrado pelo mundo e receber esse amor de uma forma tão intensa é incrível. E também, sabe, os críticos estavam apostando contra o filme, e aqui estamos nós, logo no primeiro fim de semana, já quebrando recordes. Meu pai foi, é e sempre será um homem do povo. E o povo está falando.
E: Sim. E foi exatamente isso que eu falei no ar e para todo mundo aqui do Neighborhood. Eu disse: crítico critica. Antes mesmo de o filme estrear, eu tive a oportunidade de assistir e falei: “Por favor, não condenem esse filme antes mesmo de ele ter a chance de chegar ao público.” Aí começaram a sair as críticas, Rotten Tomatoes, isso e aquilo, e eu pensei: cara, espero que o público apareça. E, Prince... eles apareceram.
P: Apareceram.
E: Apareceram mesmo.
📄 Por que a história de Michael merecia um filme desse tamanho — deslize para ler ↓
E: Em algum momento, quando começaram a falar em contar a história e o legado do seu pai, isso foi difícil para você? Você sempre quis que fizessem um filme sobre ele ou queria participar de algo assim?
P: Acho que meu pai merece um projeto dessa dimensão e desse tamanho. Ele é uma das pessoas mais importantes da história moderna, se não da história como um todo. E é uma história muito importante, especialmente hoje. Então fico muito feliz com a forma como a equipe conseguiu juntar tudo e finalmente colocar essa história no mundo.
E: Quantas vezes você já assistiu ao filme, Prince?
P: Acho que estou chegando à décima quarta.
E: Toda vez que você assiste... porque eu só vi duas vezes até agora, e ainda vamos fazer um dia em família para assistir de novo... você continua sentindo as mesmas emoções? Felicidade, tristeza e tudo mais? Ainda existe essa ligação emocional com o filme mesmo depois de 14 vezes?
P: Acho que o mais interessante de já ter assistido ao filme 14 vezes é que eu nunca fico entediado, mesmo sabendo o que vai acontecer. E toda vez que assisto percebo alguma coisa nova. Eu estava no set todos os dias, então sabia o que tínhamos filmado, conhecia os planos e as cenas. Mas quando tudo é montado na pós-produção, você começa a perceber mais nuances. Às vezes penso: “Ah, acho que eu vi ele fazer isso, mas não tinha percebido o quanto aquilo era importante.”
📄 Detalhes do filme, Hayvenhurst e o Michael por trás dos portões — deslize para ler ↓
E: Quero te perguntar uma coisa. Quando estou assistindo ao filme e chega naquela parte do “mama say mama sa mama coosa”, aparecem aquelas anotações. Tem uma anotação ali que diz algo como: “vou dizer mais uma vez: não vou parar”?
P: Acho que sim. Mas eu não escrevo a letra, então não sei. Acho que é “Ma-ma-se, ma-ma-sa, ma-ma-coo-sa”. É isso que eu falo, pelo menos.
E: Mas eu tive a impressão de ter visto uma anotação.
P: No verso do papel...
E: Isso! Algo assim. Tipo: “Sim, a gente sabe. A gente sabe que vocês acharam que era isso.” Eu tive a impressão de ter visto aquilo. Mas, cara, quando assisto ao filme, por um lado eu estava lá como fã e tive a oportunidade de testemunhar várias das coisas que aparecem. Então você tem toda aquela visão mais ampla de poder ver “Thriller”, ver como “Beat It” foi criado... mas também existem momentos em que o filme atravessa os muros e entra em Hayvenhurst. E nós nunca tivemos acesso a isso.
P: Sim.
E: Como essas cenas funcionam para você? Porque muitas daquelas coisas aconteceram antes de você nascer, mas agora você também tem a oportunidade de vê-las.
P: Olha... na verdade, a maior parte aconteceu antes de eu nascer. Eu sou de 1997.
E: Ah, sim! Claro! [risos]
P: São histórias que eu ouvi do meu pai enquanto crescia. Ele me contava sobre a infância dele e sobre as coisas que conquistou ao longo da vida. Quando a família se reúne e começamos a conversar sobre os bons tempos, eu também ouço essas histórias deles. Foi daí que vieram muitas das histórias do filme.
P: Quando o Graham começou a desenvolver a história, foi uma questão de sentar com as pessoas que conheciam meu pai melhor, reunir essas lembranças e descobrir quais delas ajudavam a construir esse personagem chamado Michael cuja história estávamos contando.
P: E, para mim, é muito gratificante porque eu cresci com meu pai e consigo entender um pouco dessa relação de causa e efeito. Ele explicava coisas como: “Meu pai foi muito duro comigo quando eu estava crescendo e eu queria receber amor. Então, como seu pai, eu vou te dar amor.” Ele sempre me explicava essas coisas.
P: Acho que muita gente nunca teve a oportunidade de enxergar o que existia por trás dos portões, e esse sempre foi o nosso objetivo. É a história da criança que se tornou o Rei do Pop. Mas meu pai é uma figura tão grandiosa que muita gente não sabe ou não percebe que ele era um ser humano. Ele sangrava e chorava como todos nós. E era isso que realmente queríamos mostrar.
📄 A força da família, o luto e o amor dos fãs — deslize para ler ↓
E: Sim, e acho que foi exatamente isso que vocês quiseram capturar. Nós somos fãs antes de qualquer coisa, fãs dos Jacksons individualmente e também como família. É aquela ideia de que cada um já é forte sozinho, mas quando os Jacksons estão juntos, tornam-se uma força ainda maior.
P: Mil por cento.
E: Quando você vê nós, fãs, e a forma como sentimos a morte do seu pai, deve ser muito diferente para você. E agora vocês têm a oportunidade de celebrar ainda mais a vida dele. Mas assistir a tudo isso também é difícil para você? Mesmo com todas as homenagens, elogios e tudo mais, existe uma parte dolorosa nisso?
P: Eu sinto falta dele todos os dias. Ter um pai presente é algo muito importante e... ele deveria estar aqui para ver o mundo celebrando tudo isso agora. E dói saber que ele não está.Mas encontro bastante conforto no fato de que muita gente perde os pais, só que, quando meu pai morreu, o mundo inteiro parou. Para mim, é claro, o meu mundo também parou. Mas poucas pessoas podem dizer que o mundo inteiro parou junto com elas. Eu tive que dividir meu pai com o mundo inteiro, mas junto com isso veio uma quantidade enorme de amor. E, no fim das contas, isso realmente é uma bênção.
📄 Um legado grande demais para caber em um único filme — deslize para ler ↓
E: Sim, cara. E acho que assistir ao filme sabendo que a própria família esteve envolvida faz diferença. Porque existem filmes em que você fica pensando: “Será que foi assim mesmo?”. Mas, quando a família participa e diz: “Essa é a nossa família. É assim que queremos garantir que esse legado seja preservado”, isso muda tudo.
E: Eu achei o filme incrível. E não sei se vai existir “Michael 2”, “Michael 3”, sabe? Porque não dá para documentar tudo. Tem gente reclamando: “Ah, não chegaram a esse álbum”, “não mostraram essa música”... Meu Deus, se fossem mostrar tudo, a gente literalmente ficaria sentado assistindo a um filme de 300 horas.
P: Exatamente. Estamos falando de um homem que estava no auge desde os 10 anos de idade. Como você coloca todos esses momentos icônicos que ele nos deu dentro de duas horas? Como você disse, provavelmente seria um filme de umas dez horas...
E: Ah, facilmente. E mesmo assim ainda teria gente falando: “Ah, cara! Esqueceram disso!”
📄 Orgulho, legado e agradecimento — deslize para ler ↓
E: Mas, cara, eu vi você e simplesmente queria ter a oportunidade de sentar e conversar. Esse é o nosso primeiro encontro e, se Deus quiser, não vai ser o último. Tenho muito orgulho de você e do legado que vocês continuam levando adiante. Eu tive a oportunidade de assistir ao filme e vou assistir de novo. Então obrigado não apenas por dividir seu tempo com a gente, mas também por compartilhar seu pai e o legado da sua família conosco.
P: Obrigado, irmão. Eu agradeço.
E: Prince, eu que agradeço, cara. E vocês continuem aqui com a gente no Big Boy’s Neighborhood.

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